Old, but gold

Ode às noites em claro, berço das ideias

Abraço a insônia como o bêbado abraça a garrafa:

Odiando sua inevitabilidade,

E amando seu torpor.

Porque há certa calma que só a noite nos brinda,

Na forma de um silêncio que permite escutar o sangue a correr pelas veias.

Entrego-me à insônia como uma virgem entrega-se à paixão:

Permito que me queime por dentro e por fora,

Sentindo prazer imenso com o calor do fogo que me abrasa.

Porque há certa loucura que só pode viver na noite,

Uma audácia que traz à tona toda a liberdade que pulsa na alma…

E que morre com o nascer do sol.

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